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Gilmara Araujo

Bauru (SP)
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Gilmara Araujo
Comentário · há 12 anos
O texto do professor realmente contém um viés ideológico: o da justiça. Ora, o juiz absolveu o jovem de 16 anos, que ao assumir o risco (dolo eventual) de dirigir embriagado, sem o mínimo de respeito à Lei e muito menos à vida humana, provocou a morte de quatro inocentes.
Para justificar tal decisão, utilizou o argumento de que o jovem era um "pobre garoto rico", ou seja, por sua condição social, não recebeu dos pais uma educação adequada, pois estes davam a ele tudo o que este desejava.
Me embrulha o estomâgo...
E se o jovem autor do crime fosse uma vítima da desigualdade social, do capitalismo cruel, de uma sociedade que lhe priva de uma educação com qualidade, de saúde, de uma estrutura familiar adequada, enfim, do básico para que o ser humano possa viver com dignidade???
Nesse caso, o jovem não cometeria o crime por receber dos pais tudo o que desejava mas sim por NÃO RECEBER NADA do que necessita para sobreviver.
O que seria mais justo? Inocentar o que mesmo POSSUINDO TUDO provocou a morte de quatro jovens, ou aquele jovem que nada possui, e é fruto de uma sociedade enraizada pela ganância, corrupção, elitização, etc?
O mais justo é que a lei valha para todos e que a Justiça utilize a mesma medida e a mesma balança para o mesmo crime, independentemente de quem o cometeu. Se houver alguma agravante ou atenuante legal, será utilizada para decretação da pena a ser aplicada.
Mas na prática, a condição social sempre prejudica ou favorece o autor de um crime. Este é uma fato que não podemos simplesmente esquecer, muito menos concordar.
Quando o Sr. Luiz Claudio afirma que "o pobre, a que o professor se refere, geralmente pratica crime doloso, como homicídio, latrocínio, sequestro, e como tal tem que ser punido." reflete o preconceito enraizado em nossa sociedade: ora, o pobre sempre (ou geralmente, como preferir) comete crimes dolosos??? De onde surgiu tal conceito??? Com certeza deve ser o mesmo fundamento utilizados pelos advogados de defesa dos réus do mensalão: ora, não são pobres, SÃO RICOS, portanto, não tinham intenção de serem corruptos, de praticarem lavagem de dinheiro, peculato, formação de quadrilha, de se apropriarem do nosso dinheiro para viverem no luxo, comprarem aviões, carros, mansões, viajarem...do NOSSO DINHEIRO, que através dos impostos deveria ser revertido em educação e saúde de qualidade a todos, saneamento básico, segurança, lazer, cultura...mas infelizmente, temos que pagar escola particular, plano de saúde, seguro de carro, de casa e de vida, afinal, não temos segurança.
Será que as pessoas percebem de quem é a culpa?
Ou será que ainda acham que a culpa pela falta de segurança é somente do "bandido"?
Que o caos na saúde é porque "a maior parte da população é pobre que não pode pagar um plano de saúde"?
Que ainda existe uma grande parte da população que ainda é analfabeta porque o povo ter cultura, educação, ser formado por cidadãos críticos, vai prejudicar os interesses de quem mesmo???
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Gilmara Araujo
Comentário · há 12 anos
O texto do professor realmente contém um viés ideológico: o da justiça. Ora, o juiz absolveu o jovem de 16 anos, que ao assumir o risco (dolo eventual) de dirigir embriagado, sem o mínimo de respeito à Lei e muito menos à vida humana, provocou a morte de quatro inocentes.
Para justificar tal decisão, utilizou o argumento de que o jovem era um "pobre garoto rico", ou seja, por sua condição social, não recebeu dos pais uma educação adequada, pois estes davam a ele tudo o que este desejava.
Me embrulha o estomâgo...
E se o jovem autor do crime fosse uma vítima da desigualdade social, do capitalismo cruel, de uma sociedade que lhe priva de uma educação com qualidade, de saúde, de uma estrutura familiar adequada, enfim, do básico para que o ser humano possa viver com dignidade???
Nesse caso, o jovem não cometeria o crime por receber dos pais tudo o que desejava mas sim por NÃO RECEBER NADA do que necessita para sobreviver.
O que seria mais justo? Inocentar o que mesmo POSSUINDO TUDO provocou a morte de quatro jovens, ou aquele jovem que nada possui, e é fruto de uma sociedade enraizada pela ganância, corrupção, elitização, etc?
O mais justo é que a lei valha para todos e que a Justiça utilize a mesma medida e a mesma balança para o mesmo crime, independentemente de quem o cometeu. Se houver alguma agravante ou atenuante legal, será utilizada para decretação da pena a ser aplicada.
Mas na prática, a condição social sempre prejudica ou favorece o autor de um crime. Este é uma fato que não podemos simplesmente esquecer, muito menos concordar.
Quando o Sr. Luiz Claudio afirma que "o pobre, a que o professor se refere, geralmente pratica crime doloso, como homicídio, latrocínio, sequestro, e como tal tem que ser punido." reflete o preconceito enraizado em nossa sociedade: ora, o pobre sempre (ou geralmente, como preferir) comete crimes dolosos??? De onde surgiu tal conceito??? Com certeza deve ser o mesmo fundamento utilizados pelos advogados de defesa dos réus do mensalão: ora, não são pobres, SÃO RICOS, portanto, não tinham intenção de serem corruptos, de praticarem lavagem de dinheiro, peculato, formação de quadrilha, de se apropriarem do nosso dinheiro para viverem no luxo, comprarem aviões, carros, mansões, viajarem...do NOSSO DINHEIRO, que através dos impostos deveria ser revertido em educação e saúde de qualidade a todos, saneamento básico, segurança, lazer, cultura...mas infelizmente, temos que pagar escola particular, plano de saúde, seguro decarro, casa e vida, afinal, não temos segurança...
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